A sanção do PL 03/2013 dividiu
opiniões e fez com que muitos criticassem os parlamentares pró-vida que pediram
o veto da proposta.
Por Leiliane Roberta Lopes.
--------------------------------------------------------------------------------------------
O Deputado Federal Roberto de Lucena
(Partido Verde - SP) tentou explicar os motivos que fizeram com que muitos
parlamentares criticassem o PLC 03/2013 sancionado na última semana pela presidente
Dilma Rousseff. Para ele o principal motivo para que parlamentares das bancadas
evangélica, católica e da família se mostrassem contra a proposta era a falta
de clareza da mesma.
Todos os parlamentares que se
levantaram contra a proposta pediam vistas para o termo “profilaxia da
gravidez” que poderia ser usado para permitir a prática do aborto. “Essa
expressão obscura poderia abrir brecha legal para a prática do aborto. Por isso
o governo deve encaminhar ao Congresso o projeto esclarecendo expressamente que
o termo não significa aborto”, explicou.
Lucena deixou claro que, tanto ele
como os demais parlamentares que se levantaram contra a proposta, são a favor
dos tratamentos oferecidos às vítimas de estupro e que a ressalva dessas
bancadas era apenas sobre o termo utilizado no texto.
“Indigna-me a manipulação que se faz
ao afirmarem, algumas pessoas, que a bancada evangélica se posicionou contra
projeto que dá garantias às vítimas de estupro. Isso é absolutamente
inverídico! Ninguém em sã consciência se oporá ao óbvio, ao lógico, ao correto,
que é o atendimento emergencial com um protocolo bem definido de atendimento na
rede do SUS às vítimas de violência sexual, sejam mulheres, crianças ou
idosos”, rebateu.
Como Deputado Pró-Vida, Roberto de
Lucena (PV - SP) diz que o pedido de veto era apenas para que o trecho do texto
fosse trabalhado da melhor forma e assim esclarecer o método mais adequado para
impedir que a mulher engravide do seu agressor. “Somos solidários às
vítimas de estupro, mas implacável contra o aborto”, diz ele.
Fonte: http://noticias.gospelprime.com.br/pl-03-estupro-aborto-roberto-lucena/
08-08-2013.
Nenhum comentário:
Postar um comentário